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Futuro de Temer pode ser decidido só depois do recesso parlamentar

Último item na agenda do Congresso para o semestre é a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que será ainda nesta quinta-feira

A votação do relatório contra o presidente da República, Michel Temer, que tramita desde segunda-feira (10/7) na Câmara dos Deputados, corre o risco de ser finalizada só no mês que vem. Embora os deputados acreditem que os votos serão declarados nesta quinta-feira (13/7), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, mudou o cenário acelerando os trâmites sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017.
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Terminada a sessão envolvendo a LDO, os parlamentares estão oficialmente de recesso, e quem quiser poderá viajar e voltar para os estados eleitorais. Isso atrapalha a estratégia que o governo tinha de votar antes do período, e pode acabar sendo um tiro no pé do presidente Michel Temer.

Com os deputados e os senadores em casa, a tendência é que os eleitores pressionem seus representantes para ir contra o chefe do Executivo, que tem aproximadamente 3% de aprovação.
Marcada para as 16h desta quinta, a votação da LDO, originalmente prevista para ocorrer na próxima segunda (17/7) causou desconforto entre os parlamentares e acentuou as investidas da defesa do presidente. O advogado de Temer, Antônio Mariz, pediu "por favor" aos deputados na CCJ, alegando que a votação contrária ao relatório de Zveiter seria "fazer justiça ao presidente da República".
O deputado Sérgio Zveiter, por sua vez, declarou estar vivendo "a sensação de dever cumprido". O deputado garantiu não se sentir traindo o PMDB, partido de Temer, e declarou que o resultado da votação está sendo manipulado.