O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), qualificou nesta segunda-feira (3/8), em nota imprensa, de distorção de má-fé a tentativa de responsabilizá-lo pela iniciativa de recorrer Justiça para proibir o jornal O Estado de São Paulo de veicular as gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica, em 2006. Nelas, há conversas entre Sarney e o filho, o empresário Fernando Sarney, tratando de um emprego no Senado para o namorado de uma de suas netas.
[SAIBAMAIS] Fernando Sarney foi indiciado pela PF por formação de quadrilha, criação de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Não fui consultado sobre essa iniciativa [de Fernando Sarney em recorrer Justiça para proibir divulgação de gravações], de exclusiva responsabilidade dele e de seus advogados, e por isso é uma distorção de má-fé querer me responsabilizar pelo ato, disse o presidente do Senado.
Ele argumentou ainda que a iniciativa tomada por seu filho foi de defesa de um direito seu. Segundo o senador, Fernando Sarney tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte de O Estado de São Paulo. O empresário tem sua vida, sua família sua independência, acrescentou o senador.