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Conselho de Segurança condena o uso de gás de cloro como arma na Síria

A substância, muito utilizada na Primeira Guerra Mundial, causa morte por asfixia ao ser inalada.

Nova York - O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou nesta sexta-feira uma resolução que condena o uso do gás de cloro como uma arma química no conflito sírio, sem especificar quem serem os responsáveis por seu uso.

O texto foi adotado por 14 votos a favor, incluindo o da Rússia, um aliado tradicional do regime de Damasco, e a abstenção da Venezuela.O embaixador da Venezuela, Rafael Ramírez, argumentou que "primeiro deve-se completar a investigação para determinar as responsabilidades".


A resolução "condena tão firmemente quanto possível o uso de quaisquer produtos químicos tóxicos, como o gás de cloro, como uma arma na Síria", e afirma que os responsáveis %u200B%u200Bpor tais atos "devem responder" por este crime.

O texto lembra que, de acordo com as resoluções anteriores da ONU, a Síria não deve produzir, adquirir e armazenar armas químicas.

Mas o texto não indica os autores dos ataques com gás cloro no norte da Síria no início de 2014, registrados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

O governo sírio e a oposição armada culpam uns aos outros. Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, acusam Damasco, com base em testemunhas que viram ou ouviram helicópteros, operados apenas pelo governo.

A resolução é ambígua sobre as consequências do não cumprimento das disposições.

Damasco, que assinou a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas, nega ter usado gás de cloro e afirma ter destruído todas essas armas.

A Síria retirou de seu território e destruiu cerca de 1.300 toneladas de produtos tóxicos, como resultado de um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia. Este pacto permitiu evitar uma intervenção militar americana depois de Damasco ser acusado de utilizar gás sarin em um ataque que deixou 1.400 mortos.