Milhares de manifestantes foram violentamente dispersados neste sábado no centro do Iêmen quando protestavam contra a milícia xiita dos huthis, que assumiram o controle da capital Sana, levando várias embaixadas ocidentais a fecharem suas embaixadas. Ao menos seis pessoas ficaram feridas quando as milícias xiitas dispersaram os manifestantes que gritavam palavras de ordem como "Huthis, Irã, o Iêmen não é o Líbano" ou "Huthis, Rússia, o Iêmen não é a Síria".
[SAIBAMAIS]As milícias xiitas são acusadas por seus detratores de se beneficiar do apoio do Irã xiita. A Rússia, por sua parte, que preocupa a ONU porque bloqueia uma ação contra o regime sírio, se mostra reticente em tomar uma posição contra os Huthis. Diante da situação, os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) pediu neste sábado às Nações Unidas que adote medidas contra as milícias xiitas que ameaçam a unidade do Iêmen.
"O CCG pediu ao Conselho de Segurança da ONU que adote uma decisão de acordo com o capítulo 7 da Carta da ONU", afirma o texto de uma reunião extraordinária convocada em Riad, capital da Arábia Saudita, vizinha do Iêmen. O capítulo citado evoca medidas coercitivas em caso de ameaça contra a paz, que vão das sanções econômicas ao uso da força militar.
Também neste sábado, a Espanha e os Emirados Árabes anunciaram a suspensão das atividades em suas embaixadas na capital do Iêmen. "Os Emirados suspenderam as atividades na embaixada e repatriaram seus diplomatas", assinalou neste sábado a chancelaria em Abu Dhabi, em um comunicado citado pela agência oficial.
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Segundo o texto, a decisão foi motivada pela "deterioração da situação política e de segurança" na capital iemenita. Os Emirados são o segundo país árabe a tomar esta medida, depois da Arábia Saudita. Em Madri, a chancelaria anunciou que, "diante da situação atual de insegurança e instabilidade em Sanaa, decidiu suspender temporariamente as atividades da embaixada. A Espanha acredita que os fatores que motivaram esta decisão serão resolvidos a curto prazo, e sua embaixada poderá retomar em breve as funções com normalidade."
Alemanha e Itália anunciaram na sexta o fechamento temporário de suas embaixadas no Iêmen, depois de Estados Unidos, França e Reino Unido. O Iêmen, um aliado-chave dos Estados Unidos no combate à Al-Qaeda, está mergulhado no caos desde que os huthis tomaram o controle da capital, em setembro, e expulsaram o governo, na semana passada.