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Mundo deve aceitar riscos pela paz no Oriente Médio, diz Barack Obama

As negociações de paz no Oriente Médio foram retomadas em julho, após quase três anos de estagnação



Em setembro de 2011, Abbas entregou um pedido formal pelo reconhecimento de um Estado palestino ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e foi ovacionado ao se dirigir à Assembleia Geral. Em seu discurso, ele garantiu que os palestinos estavam dispostos a retomar as conversas de paz, se Israel acabasse com sua política de assentamentos em territórios palestinos. O gesto foi imediatamente rejeitado por Israel e pelos Estados Unidos.

Obama elogiou Abbas por deixar os atalhos de lado para buscar a paz e "voltar à mesa de negociações". Elogiou ainda a iniciativa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de libertar prisioneiros palestinos e afirmou que "as conversas atuais estão centradas em questões sobre o status final de fronteiras e segurança, refugiados e Jerusalém".

"Agora, o restante de nós tem de estar disposto a aceitar riscos", insistiu Obama.

"Os amigos de Israel, incluindo os Estados Unidos, devem reconhecer que a segurança de Israel como um Estado judeu e democrático depende da concretização de um Estado palestino", declarou Obama.

"Os Estados árabes - e aqueles que apoiam os palestinos - devem reconhecer que apenas se conseguirá estabilidade por intermédio de uma solução baseada em dois Estados com um Israel seguro", frisou.

"E todos nós devemos reconhecer que a paz será uma ferramenta poderosa para derrotar extremistas e incentivar os que estão preparados para construir um futuro melhor", declarou.

"Por esse motivo, devemos sair dos lugares comuns da culpa e do preconceito e apoiar os líderes israelenses e palestinos que estão preparados para caminhar pela difícil estrada para a paz", completou Obama.

O presidente Obama deve se reunir com Mahmud Abbas em paralelo à Assembleia-Geral da ONU, iniciada nesta terça-feira, em Nova York.