Trípoli - Duas fortes explosões foram registradas nos arredores do Palácio da Justiça de Benghazi, segunda maior cidade líbia, deixando 13 feridos, de acordo com um oficial de segurança e com uma fonte médica do hospital Al-Haouari. As explosões aconteceram no momento de interrupção do jejum do Ramadã, perto do Palácio da Justiça e do gabinete do procurador-geral, segundo Mohamed Hijazi, porta-voz dos serviços de segurança em Benghazi, que falou em pelo menos uma dúzia de feridos. Nenhum deles estaria correndo risco de vida. Segundo o porta-voz Hijazi, as deflagrações "foram causadas por duas bombas escondidas em malas".
As duas deflagrações acontecem um dia depois de uma fuga em massa de 1.300 detentos de uma prisão em Benghazi e em meio a tensos protestos após uma série de assassinatos. Segundo fontes dos serviços de segurança, a maioria dos fugitivos estava presa por crimes comuns. Alguns deles, porém, estão ligados ao antigo antigo regime de Muammar Kadhafi.
Na sexta-feira, o advogado e militante político anti-islamita Abdessalem al-Mesmari e dois oficiais do Exército foram mortos em Benghazi. O triplo assassinato causou forte comoção na população, que tomou as ruas no sábado para protestar contra os partidos políticos - em especial contra a Irmandade Muçulmana, responsabilizada pela instabilidade no país.
Essas manifestações foram marcadas por atos de vandalismo contra as sedes dos dois principais partidos líbios: o Partido pela Justiça e a Construção (PJC), braço político da Irmandade Muçulmana líbia, e seu rival, a Aliança das Forças Nacionais (AFN, liberal).
Alvo do ataque neste domingo, o Palácio da Justiça fica na praça central de Benghazi, epicentro da contestação do regime do ditador derrocado Muammar Kadhafi, em 2011. Foi nesse local, rebatizado de praça da Liberdade, que os opositores que se tornaram rebeldes desafiaram o antigo regime. Manifestações de apoio à insurreição foram organizadas no local durante os oito meses do conflito líbio.
Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, a região do leste do país, berço da revolução líbia, foi palco de várias explosões e de uma onda de assassinatos e de ataques a juízes, militares e policiais que serviram no governo Kadhafi, assim como a diplomatas e estruturas ocidentais.
As duas deflagrações acontecem um dia depois de uma fuga em massa de 1.300 detentos de uma prisão em Benghazi e em meio a tensos protestos após uma série de assassinatos. Segundo fontes dos serviços de segurança, a maioria dos fugitivos estava presa por crimes comuns. Alguns deles, porém, estão ligados ao antigo antigo regime de Muammar Kadhafi.
Na sexta-feira, o advogado e militante político anti-islamita Abdessalem al-Mesmari e dois oficiais do Exército foram mortos em Benghazi. O triplo assassinato causou forte comoção na população, que tomou as ruas no sábado para protestar contra os partidos políticos - em especial contra a Irmandade Muçulmana, responsabilizada pela instabilidade no país.
Essas manifestações foram marcadas por atos de vandalismo contra as sedes dos dois principais partidos líbios: o Partido pela Justiça e a Construção (PJC), braço político da Irmandade Muçulmana líbia, e seu rival, a Aliança das Forças Nacionais (AFN, liberal).
Alvo do ataque neste domingo, o Palácio da Justiça fica na praça central de Benghazi, epicentro da contestação do regime do ditador derrocado Muammar Kadhafi, em 2011. Foi nesse local, rebatizado de praça da Liberdade, que os opositores que se tornaram rebeldes desafiaram o antigo regime. Manifestações de apoio à insurreição foram organizadas no local durante os oito meses do conflito líbio.
Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, a região do leste do país, berço da revolução líbia, foi palco de várias explosões e de uma onda de assassinatos e de ataques a juízes, militares e policiais que serviram no governo Kadhafi, assim como a diplomatas e estruturas ocidentais.