Brasília ; A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou hoje (2) que vai intensificar os bombardeios no Oeste da Líbia. O objetivo é acertar a região de Djebel Nafusa, na fronteira com a Tunísia e a cidade de Misrata, a 200 quilômetros de Trípoli, a capital líbia. A decisão foi anunciada por meio de comunicado oficial.
A decisão da Otan ocorre no momento em que o líder líbio Muammar Khadafi ameaça reagir aos ataques partindo para a Europa. Segundo emissários, Kahdafi avisou que se os ataques da Otan não cessarem, ele partirá para a Europa. ;Se eles decidirem não parar, nós podemos decidir tratá-los da mesma maneira;, disse.
Em comunicado, a Otan reiterou sua intenção de manter os bombardeios. ;A Otan continua a aumentar a pressão sobre o regime de Khadafi para proteger os civis em todo o lado onde estejam sob ameaça de ataques;, disse o comandante das operações militares da organização na Líbia, general Charles Bouchard.
Desde o final de março, a Otan está presente na Líbia com a proteção da Organização das Nações Unidas (ONU), que autorizou a adoção de uma área de exclusão para proteger os civis. Segundo a Otan, seus militares destruíram, em Gharyan, a 80 quilômetros de Trípoli, oito alvos militares ; incluindo tanques e vários veículos.
Para a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em vez de ;ameaçar; Khadafi, deve-se buscar o fim dos conflitos. Paralelamente, a União Africana decidiu que não vai executar o mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Khadafi, o filho dele e o cunhado. O tribunal havia determinado a prisão deles.
;[A União Africana] decidiu que os Estados [membros] não vão cooperar com a execução do mandado de captura contra o coronel Khadafi e pedem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que implemente resoluções com vista a anular o processo do TPI sobre a Líbia;, comunicou a União Africana, em nota.