Kirchner, ex-presidente argentino e marido da presidente Cristina Kirchner, "viajará em 5 de agosto à Venezuela para se reunir com Chávez e nos dias 6 e 7 irá à Colômbia com o objetivo de dialogar com o presidente em fim de mandato Uribe e o eleito (Juan Manuel) Santos", disse o porta-voz da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Em Bogotá, Kirchner também participará em 7 de agosto da cerimônia de transmissão do mandato.
Chávez anunciou na quinta-feira a ruptura das relações diplomáticas com Bogotá depois que o governo Uribe acusou a Venezuela de abrigar em seu território em torno de 1.500 guerrilheiros.
O líder venezuelano pediu ao titular temporário da Unasul, o presidente equatoriano Rafael Correa, que o órgão regional convoque uma reunião extraordinária de chanceleres.
Chávez ordenou a "mobilização operacional" das forças armadas e colocou o Exército de prontidão.
O presidente venezuelano disse temer uma possível agressão por parte da Colômbia, apesar de ter deixado uma porta aberta à possibilidade de normalizar as relações a partir de 7 de agosto, quando Santos, o sucessor de Uribe, assumirá.
Espero que Santos "dê cartadas racionais no assunto", disse Chávez. "Estaremos alerta porque Uribe é um doente cheio de ódio".
A gestão de Kirchner na Colômbia e na Venezuela será a mais delicada desde que assumiu, em maio passado, o cargo de secretário-geral da Unasul, um órgão integrado por 12 países sul-americanos.