"A Caixa é o banco social do Brasil. Paga Bolsa Família, FGTS, seguro-desemprego, seguro-defesa. Vai pagar o voucher do coronavírus [para os trabalhadores informais]. E, apesar do internet banking, ainda tem uma parcela de dezenas de milhões de clientes que têm pouco dinheiro, muitas vezes não têm acesso à tecnologia e precisam ir à agência. Por isso, o regulador está conversando e espero que tenha uma conversa com os governadores", afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, nesta quinta-feira (19).
Pedro Guimarães explicou que esses benefícios podem ajudar a população brasileira a enfrentar a desaceleração econômica causada pelo coronavírus. Por isso, disse estudar maneiras de garantir o seu pagamento, assegurando a proteção de seus clientes e de seus funcionários. "Tomamos medidas para evitar aglomerações nas agências, limitando o número de pessoas que entram na agência de cada vez e incentivando ao máximo o uso dos terminais de autoatendimento, dos aplicativos e do internet banking. E estamos ouvindo sugestões, da população, dos clientes e dos funcionários", afirmou.
Ele admitiu, contudo, que isso pode ser limitado no Distrito Federal por conta do decreto do GDF. "Não vamos contra a determinação legal. Mas, ao mesmo tempo, esperamos uma atenção especial na questão social, dada a emergência que estamos vivendo", afirmou Guimarães, que, por isso, levou a questão ao regulador do Sistema Financeiro Nacional, o Banco Central.
"A conversa está sendo feita pelo BC, porque a coordenação é importante para o Brasil inteiro", afirmou o presidente da Caixa, que disse esperar uma resposta rápida da autoridade monetária. Procurado, o Banco Central ainda não se manifestou sobre o assunto.