Jornal Correio Braziliense

Cidades

Arma que matou tenente-coronel era da família de Cristiana, mulher dele

Ela é apontada pela polícia como uma das mentoras e mandante do assassinato de Sérgio Murillo Cerqueira, na última sexta-feira

O tenente-coronel do Exército Sérgio Murillo Cerqueira, 43 anos, foi morto com a arma dada de presente a ele pela família da mulher. Ele ganhou o revólver há mais de 10 anos dos parentes de Cristiana Osório Cerqueira, 43, que também são militares. Importado, o objeto tem o desenho de um cavalo e foi dado ao militar como uma homenagem por ele ser da cavalaria. Como o oficial não usava a arma, ela estava guardada na casa onde a mulher morava com a filha de 13 anos, na 102 Norte. Segundo a polícia, foi a própria Cristiana que entregou o revólver que mataria o marido para a irmã Cláudia Osório, 50.



O revólver entregue aos executores é um modelo menor do que o tradicional e o tambor com as balas gira no sentido anti-horário, ao contrário dos armamentos tradicionais. Sem conhecer o modelo, os bandidos o municiaram de forma errada. Por isso, eles só teriam conseguido matar Sérgio com tiro na cabeça, na quinta tentativa. Eles só tinham duas munições e tiveram que esperar o tambor girar até chegar aos projéteis. A arma, que não tem registro nem numeração, foi reconhecida por familiares dele.

Entenda
Sérgio Murillo Cerqueira, foi sequestrado na noite da última sexta-feira, quando entrava no carro com Cristiana. Quatro pessoas abordaram o casal na 208 Norte, onde o militar morava havia um mês com um amigo. Pouco tempo depois de ele ser levado, o corpo foi encontrado em uma área rural de São Sebastião com um tiro na cabeça. Entre os quatro sequestradores, estavam Jorge Alencar da Silva, 21 anos, e Leandro Ceciliano, 27, que deixou a prisão dois dias antes após cumprir pena por estelionato. Apenas Leandro teve coragem de atirar.