Com essa ideia, a dona de casa conversou com os filhos e o marido. Eles chegaram à conclusão de que o melhor era mesmo uma internação. Envergonhado, Eduardo* não teve coragem de confessar que estava fumando crack. Disse que o problema era a maconha. Foi somente quando chegaram à clínica que souberam do verdadeiro vício do garoto. Depois de três meses, ele implorou para deixar o local. Com pena, a mãe autorizou a interrupção do tratamento, inicialmente programado para durar seis meses.
[SAIBAMAIS]Uma semana mais tarde, o jovem teve uma forte recaída e voltou para a pedra. ;Paramos de dar dinheiro para ele e tomamos a chave de casa. Aí, o Eduardo começou a levar as nossas coisas. Primeiro, foram as semijoias, relógios, pulseiras. Às vezes, pegava dinheiro dos irmãos ou da minha carteira.;
Em pouco tempo, o adolescente carinhoso e caseiro mostrou para a mãe que não era mais o mesmo. A mulher de voz mansa e olhos azuis se lembra, até hoje, do que sentiu na primeira noite em que o filho passou nas ruas de Sobradinho 2, cidade onde a família mora. ;Fiquei desesperada sem saber onde procurá-lo ou o que fazer. Quando ele chegou, parecia um mendigo, todo sujo e com chinelos velhos. Não me esqueço daquela cena;, diz, com lágrimas nos olhos.
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