A desigualdade de renda do trabalhador vem aumentando continuamente, a quase cinco anos, mas deu sinais de que pode estar se estabilizando. Segundo estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice Gini teve a primeira redução desde o início da crise econômica. O indicador, que chegou a atingir o maior nível da década em 2019, caiu 0,12% no quarto semestre do ano, e é a primeira queda desde o primeiro trimestre de 2015. O índice, cuja escala vai de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade de renda), passou de 0,628 para 0,627. O número interrompe os 18 trimestres consecutivos de aumento na concentração. A renda per capita média também registrou o terceiro ano de crescimento, com a taxa de 1,6% em 2019, fazendo com que o bem-estar social tenha aumentado 1,32%, o melhor desempenho desde o início da recessão, em 2015.