O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região viu nas perguntas uma espécie de censura prévia. "Se um filme aborda uma temática relacionada a uma religião diferente da do presidente, não poderá ser realizado? Vários filmes brasileiros com cenas de nudez são premiados internacionalmente! O BB deveria zelar pela pluralidade de ideias e de temas, disse João Fukunaga, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato.
O Correio entrou em contato com o Banco do Brasil, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta matéria.
Críticas e vetos
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro criticou o uso de verbas públicas para produção de filmes. Em meio aos embates com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), declarou que "não poderia admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha", em referência ao longa protagonizado por Deborah Secco em 2011.
Em abril, uma campanha publicitária do Banco do Brasil dirigida para o público jovem, divulgando o serviço de abertura de conta corrente por aplicativo no celular, foi retirada do ar por recomendação do presidente.
Estrelado por atores negros e brancos, numa representação da diversidade racial e sexual do país, a peça começou a ser veiculada no dia 1.; de abril e saiu do ar há após duas semanas.