Gabriela Tunes*
postado em 13/06/2019 15:08

Segundo Paulo, a população precisa estar motivada a participar das discussões hídricas. Para ele, deve nascer uma vontade para que todos participem de fato. "A falta de água é um elemento perturbador da vida das pessoas e elas ficam aflitas", disse. Paulo frisou a importância de motivar as pessoas a negociarem e a importância de haver uma educação científica. "As pessoas têm que entender os fenômenos relacionados ao tratamento de água para que sejam trazidas ao debate para lidar com informações complexas", apontou.
Sobre segurança hídrica, Paulo destacou que os principais pontos devem abordar infraestrutura e gestão. "Infraestrutura é oferta e demanda de água. A gente tem trabalho forte na infraestrutura para abastecimento e as perdas foram pontos procurados para soluções", disse. Ele afirma que soluções locais de saneamento são uma tendência mundial que resolveria problemas em países da África e em algumas regiões do Brasil. "Há tentativas de trazê-las para residências", disse.
A respeito do papel dos ecossistemas, ele afirmou que as soluções verdes são tendências mundiais para deixar a construção civil mais eficiente e mais barata. Paulo também ressaltou a necessidade de ecossistemas para a água. "O meio ambiente era o ambiente onde tinha água e hoje vimos que ter água requer ambiente adequado, saudável e protegido para que ciclos naturais sejam mantidos", confirmou.
Por fim, o diretor-presidente da Adasa destacou a importância de ficarmos atentos ao consumo hídrico durante o período de seca, que se inicia. "Espero que, neste período de seca, em pró do uso responsável da água, retornemos às boas práticas aprendidas durante a crise, para que não tenhamos que passar por situações tão difíceis novamente", concluiu.
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca