O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (1;/2) da inauguração simbólica de 78 escolas federais de educação profissional, para ensino médio e curso superior técnico, licenciatura (química, física e matemática) e pós-graduação. As escolas ficam em diversas regiões do país e 32 já estão em funcionamento. As demais entrarão em atividade a partir de março.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), até o final do ano, o país terá 380 escolas técnicas com mais de meio milhão de vagas disponíveis.
Na avaliação do pesquisador em educação e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Gaudêncio Frigotto, o governo reagiu positivamente sob a ameaça de um ;apagão educacional;, no qual setores em expansão da economia temiam a falta de mão de obra qualificada, como, por exemplo, o setor petrolífero, mineral e da construção civil.
Ele, no entanto, assinala que a oferta de cursos profissionalizantes deve ser feita sem perder a qualidade do ensino. ;É uma iniciativa muito importante, resta saber se a qualidade que o ensino técnico federal já tinha será mantida. Se sim, excelente;, comentou.
Frigotto também espera que os cursos profissionalizante ;não enfoquem apenas o mundo do trabalho;, disse fazendo referência à formação técnica e humanista dos estudantes.
A mesma preocupação manifestou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão. ;Tem que ser uma formação ampla de qualidade, que atenda à juventude. Um ensino não apenas para treinar, mas que proporcione um abordagem que prepare o cidadão.;
De acordo com o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Moreira Pacheco, a abertura de novas escolas técnicas não atende apenas às demandas de mercado, mas toda a cadeia de arranjos produtivos locais.
Segundo ele, a criação das escolas é ;baseada em diagnósticos locais;, feitos por meio de audiências públicas. O resultado, de acordo com o secretário, é que há uma grande empregabilidade das pessoas (índice de 75% dos egressos) e a maioria dos formados acaba trabalhando em um raio de 50 quilômetros da escola técnica.
Segundo o MEC, até o final do ano os investimentos no ensino técnico terão atingido R$ 1,1 bilhão.